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DATA DA PUBLICAÇÃO 29/10/2007 | Setecidades
As bruxas andam soltas no Grande ABC
Já se foi o tempo em que as bruxas eram vistas como mulheres feias, corcundas, com queixo pontiagudo e uma verruga na ponta do nariz. Ao contrário do que narram as histórias infantis, as feiticeiras de hoje em dia revelam-se como moças sedutoras, amantes da natureza e estão mais perto do que se imagina, bem aqui, no Grande ABC.

Embora o apelido de Terra da Magia pertença à capital catarinense, Florianópolis, as bruxas e magos do País parecem ter escolhido a região para fincar suas vassouras.

Pelo menos, é isso o que indica a lista de inscrições do 7º Encontro Anual de Bruxos, que termina neste domingo, na Assembléia Legislativa de São Paulo, com a participação de 500 simpatizantes da religião Wicca vindos de diversas partes do Brasil e da América Latina. Destes, nada menos que 31% provêm de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema.

“A Abrawicca (Associação Brasileira da Arte e Filosofia da Religião Wicca) tem 800 filiados no ABCD. É um número alto considerando-se que, em todo o Estado de São Paulo, são 7.000”, diz o organizador do evento, Rodrigo Smokovitz, que atribui o grande percentual de inscritos à proximidade da região com a Capital e ao fato de Santo André abrigar a Universidade Livre Holística Casa de Bruxa.

A proprietária do espaço, Tânia Gori, 37 anos, confirma a tendência. “Já formamos 5.000 pessoas e atualmente temos 3.000 alunos, somando as turmas on-line e as da Casa de Bruxa.”

Verde - Já o mago Alexandre Garzeri, de Santo André, aponta o verde da região como um possível multiplicador de bruxas. “O Grande ABC, pela proximidade que tem com a Serra do Mar, com Ribeirão Pires, volta as pessoas muito mais ao culto à natureza. Por isso, nesses locais, sempre existem mais wiccans, xamans e bruxas”, explica Garzeri, que também destaca a influência européia.

“A nossa colonização é predominantemente italiana e o europeu sempre teve o hábito de cultuar as estações e as colheitas. Nós herdamos isso dos nossos antepassados. Tem muitas senhoras que assistem às minhas palestras e dizem: ‘Isso que você está me ensinando é o mesmo que a minha avó fazia’.”

História - Embora a crença na bruxaria apareça no Velho Testamento e na Antiguidade greco-romana, a sua prática só tomou vulto entre os séculos 14 e 17, quando a Inquisição instaurou-se por toda parte, acusando os bruxos de hereges e servidores do diabo.

Estima-se que 9.000 pessoas tenham sido sacrificadas como bruxas neste período.

Endereços mágicos - Universidade Livre Holística Casa de Bruxa – Rua Almirante Protógenes, 281, Bairro Jardim, Santo André. Tel.: 4994-4327.

Site: www.casadebruxa.com.br.

Abrawicca – Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera, São Paulo. Tel.: 6255-6216.

Site: www.abrawicca.com.br.

Bruxos planejam Halloween ecológico em prol da "Mãe Terra"

Embora o 31 de outubro seja considerado uma das datas mais importantes para os bruxos, neste ano o Grande ABC não servirá de palco para grandes rituais de magia.

A Casa de Bruxa, fundada em 1996, por exemplo, optou por não realizar atividades especiais. “2008 será regido por Marte, que representa muita força. Por isso, decidimos direcionar a energia desta época, e também do dia 1º de janeiro, para a campanha SOS Humanidade, a fim de mostrar que precisamos cuidar da Mãe Terra. Nestes dias, ao invés de fazer festas e pedir coisas para nós mesmos, vamos concentrar uma energia verde de cura para o ser humano e a natureza”, planeja Tânia.

A Cura da Mãe Terra também foi o tema do 7º Encontro Anual de Bruxos, aberto na sexta-feira com um ritual de cura para a natureza no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Além de bruxas e magos, o evento, que se encerra neste domingo na Assembléia Legislativa, contou com representantes do Greenpeace, do projeto Bicho no Parque e do Juventude Meio Ambiente do Ministério da Cultura. E os participantes prometem muitas bruxarias para conscientizar a população e os políticos quanto à importância de defender o meio ambiente.

Mago andreense descobriu o ocultismo aos 10 anos de idade

Engana-se quem imagina que bruxaria é coisa de mulher. Mais discretos, os magos marcam presença nos congressos da categoria e são cada vez mais numerosos na região. Mas não pense que os encontrará por aí com roupa de Merlim ou comportamento à la Harry Potter. Assim como as mulheres, eles vivem entre as pessoas comuns e em nada diferem delas.

“É uma rotina normal. Somos pessoas que trabalham, que estão presentes em vários setores da sociedade e que utilizam a magia como filosofia de vida. Apesar de haver poderes, a nossa prática se baseia na ética, em ser verdadeiro e em vibrar apenas o que for positivo, pois acreditamos na Lei Tripla, que diz que tudo o que se faz retorna três vezes”, explica o mago andreense Alexandre Garzeri, 35 anos, que descobriu a magia aos 10, após ler um livro de parapsicologia.

Além do trabalho holístico, Garzeri faz curso de gaita de foles, escreve livros, atua no teatro, treina artes marciais e, nas horas de lazer, faz trilhas off-road de jipe. “Quando não tenho o que fazer, eu crio”, completa Garzeri, que define o mago como “o senhor do seu destino, porque os conhecimentos dele são altos a ponto de entender a si próprio e, através desse entendimento, auxiliar nos problemas que afligem a humanidade”.

Por Heloísa Cestari - Diário do Grande ABC / Foto: Orlando Filho
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