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DATA DA PUBLICAÇÃO 16/12/2016 | Setecidades
Áreas de divisa são esquecidas
Áreas de divisa são esquecidas Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
Para os moradores das áreas de divisa do Grande ABC, é rotina conviver com o descaso do poder público. Nos locais, as principais reclamações são relacionadas à falta de segurança e ao acúmulo de entulho.

Um dos pontos mais graves observados pela equipe do Diário fica na Avenida Lauro Gomes, divisa entre Santo André e São Bernardo. No bairro Sacadura Cabral, terrenos são utilizados como pontos de descarte de lixo, Além disso, moradores de rua montaram barracas na margem do Córrego Ribeirão dos Meninos.

“Dois dias depois que a Prefeitura faz a limpeza, já está tudo sujo de novo. É um desrespeito, mas também falta solução”, afirmou o pedreiro Milton Jacinto de Souza, 64 anos.

Enquanto o Diário estava no local, um homem despejava entulho. Questionado, ele alegou que o ecoponto mais próximo estava fechado. No entanto, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) afirmou que reformou a Estação de Coleta Sacadura Cabral, que fica a menos de dez minutos do espaço de descarte. “A obra foi entregue em março e desde 1º de abril o ecoponto funciona diariamente, das 8h às 19h, inclusive aos domingos e feriados”, disse, em nota.

A autarquia também afirmou que a avenida é um ponto de descarte irregular de resíduos monitorado e que recebe limpeza duas vezes por mês. Desde janeiro, foram removidas do local 2.256 toneladas de lixo e entulho. A ação é passível de multa até R$ 35 mil e até mesmo detenção.

A Prefeitura andreense afirmou que realiza duas operações semanais envolvendo a assistência social, Saúde e limpeza pública para atuar em relação aos moradores de rua e usuários de drogas, que são abordados por funcionários do Centro Pop Casa Amarela. Pelo lado de São Bernardo, a administração não se pronunciou.

Na divisa entre Diadema e São Bernardo, o cenário é parecido. Ao lado da favela Naval, montanha de entulho está posta nas obras de canalização do Ribeirão dos Couros e construção de marginais no bairro Jordanópolis, que estão paradas.

“Há cinco anos moro aqui e o local sempre está cheio de sujeira. O pessoal até vem limpar, mas deixa muita coisa jogada e nós que temos que finalizar o serviço”, lamentou a auxiliar de produção Mary de Araújo, 36. A dona de casa Josefa da Conceição, 64, disse que o principal problema são os animais e insetos. “São ratos e baratas entrando em casa o tempo todo.”

Questionadas sobre os problemas, São Bernardo e Diadema se calaram.

Para a professora de Ciência Política da UFABC (Universidade Federal do ABC) Vanessa Elias de Oliveira, cada município deve cuidar de toda a sua área. “As cidades focam em bairros centrais, porque passa mais gente e traz visibilidade maior.”
“Dentre as áreas abandonadas pelo poder público, as divisas são as mais preocupantes. Principalmente em locais de córregos, onde há jogo de empurra. Uma das soluções seria que a administração hidroviária ficasse a cargo do Estado e até mesmo de um conselho, como havia na década de 1970, para administrar a Grande São Paulo”, avaliou o professor de Infraestrutura Urbana da Universidade Presbiteriana Mackenzie Cristiano Otton.

Embora o descarte irregular de lixo e entulho tenha motivado a criação do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC há 25 anos, o órgão regional não discute a questão de forma efetiva.

VIOLÊNCIA
Outro problema destacado pela população é a falta de segurança. Na divisa entre Santo André e São Caetano, a Avenida Gago Coutinho é palco de constantes assaltos segundo os moradores. No local há base da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano, o que não afasta a criminalidade. “Pego ônibus aqui todos os dias. Ninguém fica tranquilo no ponto”, afirmou a auxiliar de serviços gerais Rosalina de Sousa, 55.

A Avenida da Paz, divisa entre Santo André e São Caetano, também é alvo de reclamações. A estação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) de Utinga é palco de assaltos à mão armada constantemente. A Prefeitura de Santo André afirmou que é feito patrulhamento preventivo, quando necessário, com apoio da GCM de São Caetano.

A Avenida Manoel da Nóbrega, próxima à estação da CPTM Capuava, concentra empresas e, com isso, se torna deserto. Além de mato alto, a iluminação precária amplia a sensação de insegurança. O local fica entre Mauá e Santo André.

Conforme Santo André, haverá vistoria no trecho da cidade para verificar a necessidade de intervenção. Com relação à questão da Segurança, a GCM informou que realiza patrulhamento preventivo. Mauá não se pronunciou.

A PM (Polícia Militar) afirmou que faz patrulhamento nos locais mencionados. Em 2014, a corporação criou a Força Matricial. responsável pelo apoio dos programas de policiamento.

Por Yara Ferraz - Diário do Grande ABC
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