NOTÍCIA ANTERIOR
Professores dão aula de baderna
PRÓXIMA NOTÍCIA
Professores prometem manifestação contra Serra
DATA DA PUBLICAÇÃO 28/03/2010 | Educação
Após mais uma assembleia, professores de SP decidem manter greve
Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a greve, por volta das 16h45 desta sexta (26), em assembleia realizada na Zona Sul da capital paulista. A paralisação teve início em 8 de março.

A manifestação começou em frente ao Estádio do Morumbi. Por volta das 16h50, uma comissão formada por seis professores seguiu para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, onde foi recebida por representantes do governo. No início da noite, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) informou que a reunião terminou sem acordo. O governo quer o fim da greve para negociar.

De acordo com a Polícia Militar, que está no local, 3,5 mil pessoas integram o protesto. A organização do movimento espera reunir, até o fim do dia, 20 mil pessoas no local. A PM afirma que dez ônibus de professores estão a caminho da manifestação.

Trechos das Avenidas Giovanni Gronchi e Morumbi, e da Rua Padre Lebret estão interditados pela polícia. As vias dão acesso ao Palácio dos Bandeirantes. O trânsito está lento na região.

Durante o protesto, foram registrados alguns princípios de tumulto. Manifestantes atiraram ovos na polícia, que usou gás lacrimogêneo para conter o protesto. Um outro grupo de manifestantes tentou, por volta das 17h55, ultrapassar uma barreira policial na Avenida Giovanni Gronchi, que dá acesso ao Palácio. A polícia impediu a passagem dos protestantes também com gás lacrimogêneo. Os manifestantes atiraram pedras na polícia. A reportagem do G1 viu três pessoas feridas: dois professores e um cinegrafista.

Após o confronto, a Tropa de Choque formou três barreiras para impedir a passagem do carro de som usado na manifestação dos professores.

A categoria já marcou data para realizar novo encontro: 15h do dia 31 de março, na Avenida Paulista, informou a Apeoesp. O secretário da pasta de Educação, Paulo Renato Souza, ainda avalia mais um dos pedidos dos docentes para audiência, protocolado nesta terça-feira (23), segundo a assessoria de imprensa do órgão.

Outras duas assembleias, de porte similar, ocorreram na capital desde o início da greve, ambas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Entre as reivindicações dos professores estão o reajuste salarial de 34,3%. Eles também se opõem à incorporação da gratificação em três parcelas anuais.

De acordo com o governo do estado, a folha de pagamentos da Secretaria de Educação cresceu 33% entre 2005 e 2009, passsando de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões. Já as gratificações, segundo a Secretaria, são feitas na medida das disponibilidades orçamentárias.

Desconto no salário
A Secretaria divulgou, logo após o início da paralisação, em nota, que os grevistas terão desconto salarial relativo às faltas. Além disso, perderão participação no Bônus por Resultados, que paga anualmente até 2,9 salários para as equipes escolares que superarem suas metas e, também, no Programa de Valorização pelo Mérito, que permite aumentos salariais de 25%.

Por Gabriela Gasparin e Érica Polo - G1, em São Paulo
Assine nosso Feed RSS
Últimas Notícias Gerais - Clique Aqui
As últimas | Educação
21/09/2018 | Ensino superior cresce no País, mas graças à modalidade a distância
19/09/2018 | Em crise financeira, UFABC tenta definir objetivos para 2019
18/09/2018 | Cidade francesa muda pátio de pré-escola para favorecer a igualdade de gênero
As mais lidas de Educação
Relação não gerada ainda
As mais lidas no Geral
Relação não gerada ainda
Mauá Virtual
O Guia Virtual da Cidade

Todos os direitos reservados - 2021 - Desde 2003 à 6804 dias no ar.