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DATA DA PUBLICAÇÃO 02/02/2017 | Cidade
Após fechar sete lojas na região, Seta diz que manterá unidades em Santo André e Mauá
Após fechar sete lojas na região, Seta diz que manterá unidades em Santo André e Mauá
Proprietários do Seta Atacadista se reuniram ontem com a diretoria do Secabc (Sindicato dos Comerciários do ABC) para discutir o pagamento dos direitos rescisórios dos trabalhadores demitidos das sete lojas do grupo que foram fechadas no Grande ABC em duas semanas. Ao todo, a rede de atacarejo (que mescla varejo e atacado) fechou 16 das 38 lojas no Estado de São Paulo e dispensou 600 funcionários, sendo cerca de 350 na região.

Questionado sobre o motivo que levou ao fechamento súbito das lojas, um dos proprietários, Matheus Duarte, afirmou que está em curso uma reestruturação do grupo, e que existe a chance de as unidades serem reabertas, caso haja a recuperação financeira da empresa. O grupo cresceu de forma tão rápida que, com a crise, não conseguiu administrar a expansão face às dificuldades da economia. A rede aportou no Grande ABC em 2015. “Não pretendemos entregar pontos, mas reduzir a operação e, dependendo da nossa situação econômica no futuro, o objetivo é fazer com que essas lojas voltem a funcionar”, revelou.

Para Luiz Renno, sócio de Duarte, o fator determinante para o encerramento das atividades foi a dificuldade de acesso a empréstimos, acentuada pelas crises política e econômica que o País atravessa. “O problema é essa restrição de crédito, por isso estamos reduzindo o nosso funcionamento. Uma operação menor demanda menos crédito, menos capital de giro, menos custos e afins”.

Os donos do Seta garantiram que não pretendem fechar mais unidades, pelo menos até este momento. E isso vale para as duas lojas que restaram na região, sendo uma em Santo André (Estrada Cata Preta, 131, Vila João Ramalho) e outra localizada em Mauá (Av. Barão de Mauá, 2.005, Jardim Nóbrega).

A dificuldade agora está em acertar as verbas rescisórias com os 350 funcionários que perderam seus empregos no Grande ABC. “A prioridade será para aqueles que têm menos tempo de casa, as grávidas e os que têm que pagar pensão alimentícia”, explicou Duarte.

DIREITOS - Segundo o diretor do Secabc, Daniel Dias, o objetivo dessa primeira reunião foi garantir que todos os empregados recebam seus direitos. “Foi negociado um valor que é coerente, que ajuda tanto o trabalhador que precisa receber quanto a empresa, mas o mais importante neste primeiro momento é regularizar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para que eles possam requerer o seguro-desemprego”, ponderou Dias, sem revelar as quantias devidas.

Para que o trabalhador possa dar entrada no seguro-desemprego, o mesmo deve apresentar na Caixa Econômica Federal um documento que comprove os depósitos do FGTS ou um documento judicial, por exemplo, uma sentença.

Quanto aos microempresários que possuíam negócios na entrada dos supermercados, muitos com contratos de 24 meses, os proprietários disseram que vão conversar com cada um deles.

Em relação ao fato de as lojas terem fechado da noite para o dia, sem aviso prévio, eles atribuíram a culpa a um “erro de comunicação” não ter oficializado aos empregados, apesar dos indícios de prateleiras vazias, cartas de cobrança, inclusive do aluguel, em algumas lojas em haver há três meses – todos os espaços na região eram locados – e da falta do vale-alimentação. Eles afirmaram também que estão negociando os aluguéis em atraso.

O grupo também fechou duas unidades em Americana e uma em Sumaré, no Interior, além de outra em Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana, onde está sediado.No lugar desta loja, a fachada foi trocada pelo nome Flecha Atacadista. Questionados sobre a possibilidade de a loja pertencer ao Seta, os donos negaram.

Sindicato e Seta marcam outra reunião

Nova reunião entre representantes do Seta e do sindicato será realizada na segunda-feira, para que sejam acertados quando os valores em haver serão depositados e em quantas parcelas – os proprietários já alertaram que terão de dividir os montantes em haver.

Foi dado prazo de dez dias para o pagamento das verbas rescisórias em até dez dias após a demissão – em alguns casos, esse período já foi ultrapassado. Nesta situação, a empresa arca com multa equivalente a um mês de salário do trabalhador.

Em relação à homologação, necessária para dar baixa na carteira de trabalho, efetuar o pagamento do FGTS e iniciar o pedido do seguro-desemprego, existe tolerância de até 20 dias da dispensa. Em caso de descumprimento, o contratante deve depositar 1/30 avos do vencimento por dia de atraso. Por exemplo, se a pessoa ganha R$ 1.000, a firma deve pagar R$ 33,33 por dia.

SETOR - Ao contrário da atual situação apresentada pelo Seta Atacadista, em outubro, conforme os dados mais recentes disponíveis, o comércio varejista da região atingiu faturamento real de R$ 2,8 bilhões, alta de 4,5% em comparação com a mesma época de 2015 – foi o melhor desempenho entre as 16 regiões do Estado de São Paulo. As informações são de pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), com base em dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Especificamente no caso do ramo supermercadista, as receitas atingiram R$ 1,033 milhão no décimo mês de 2016, aumento de 4,7% ante outubro do ano anterior.

Por Gabriel Russini - Especial para o Diário
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