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DATA DA PUBLICAÇÃO 23/03/2018 | Setecidades
Ambulantes sem licença atuam livremente em ruas de São Bernardo
Ambulantes sem licença atuam livremente em ruas de São Bernardo Ao menos três pontos da cidade: Assunção, Centro e Rudge Ramos sofrem com problema. Foto: Denis Maciel/DGABC
Ao menos três pontos da cidade: Assunção, Centro e Rudge Ramos sofrem com problema. Foto: Denis Maciel/DGABC
Ambulantes irregulares voltaram a invadir ruas e avenidas de São Bernardo. Sem licença da Prefeitura para atuação, camelôs têm se instalado em áreas tradicionais do comércio regular, principalmente no período do almoço e no fim da tarde, o que tem sido alvo de reclamações por parte de comerciantes e moradores.

Durante a semana, a equipe do Diário circulou pela cidade e flagrou a atuação de ambulantes sem licença em ao menos três pontos: Assunção, Centro e Rudge Ramos. Nos locais, são oferecidos os mais variados itens: óculos, guarda-chuva e capa de celular. Barracas de cachorro-quente e pastel também são encontradas facilmente. “Tem dia que é horrível andar na calçada”, diz a aposentada Lourdes Bonfim, 62 anos, que circula duas vezes por semana na região da Rua Marechal Deodoro, no Centro.

Em alguns pontos, a atuação irregular já ocorre há cerca de um ano, como é o caso de barraca de cachorro-quente instalada na Rua Aura, no Rudge Ramos. “Cheguei a dar entrada no processo para obter licença, mas ainda não foi aprovado”, reconhece Antonio Carlos Januário, 50, que, desde 2017 tem atuado sem autorização.

A situação se repete na Avenida Robert Kennedy, onde duas ambulantes também justificam aguardar licença oficial. “Chegamos a dar entrada, mas como não saiu temos atuado sem ela”, destaca Isabel Conceição, 56.

Para comerciantes regulares, em especial na Rua Marechal Deodoro, a situação tem impacto direto suas atividades. “É injusto, pois pagamos impostos para ver eles atuarem sem qualquer tipo de licença”, aponta proprietária de loja da via que não quis se identificar.

Na tentativa de reverter este quadro, a Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo) afirma cobrar fiscalização intensa contra camelô. “(A associação) Defende que a atividade do ambulante irregular deve ser coibida por representar concorrência desleal com o comerciante devidamente estabelecido. O comerciante paga regularmente seus impostos enquanto o ambulante irregular se exime de qualquer tipo de encargo”, afirma o presidente Valter Moura.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo ressaltou que irá apurar todas as informações denunciadas pelo Diário, tendo em vista que o município “defende apenas o princípio da legalidade para toda e qualquer atividade de trabalho”. O Paço destacou, inclusive, que tem sido “agente facilitador para todos os setores produtivos”.

Camelôs burlam fiscalização da GCM

Segundo comerciantes, camelôs têm aproveitado o horário de almoço e o término do expediente de equipes da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Bernardo para atuar em vias paralelas à Rua Marechal Deodoro.

“Eles aproveitam quando a GCM não está passando para instalar barracas. Quando a fiscalização vem, todos fogem”, disse ambulante regularizado junto à Prefeitura que preferiu não se identificar.

No fim do ano passado, às vésperas do Natal, a Prefeitura de São Bernardo reforçou a ação da GCM na área comercial na tentativa de inibir a presença de camelôs.

Inédita no município, a força-tarefa destinou reforços à Segurança urbana nos principais bolsões comercias da cidade durante o período que antecedeu as festas de fim de ano, mobilizando efetivos da Guarda Civil Municipal, da Polícia Militar, Regimento da Cavalaria e do Departamento de Trânsito.

“Foi um período muito bom para nós, pois ninguém atuava sem licença”, observa a vendedora Marli Ramos, 46 anos. “Também nos deu segurança maior, pois de certa forma foi um reforço contra roubo e furto aqui no Centro.”

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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