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DATA DA PUBLICAÇÃO 09/12/2012 | Economia
Aluguel no Litoral está até 92% mais caro
Aluguel no Litoral está até 92% mais caro
As pessoas que planejam alugar um imóvel para passar o Natal, o Réveillon ou as férias nas cidades praianas do Estado de São Paulo terão que desembolsar mais do que em 2011. As diárias de casas e apartamentos estão mais caras, variando até 92% na comparação com o mesmo período do ano passado. É o caso de apartamentos de três dormitórios no Litoral Norte (nas cidades de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião ou Ubatuba), cujo preço da diária saltou de R$ 494,76 (em 2011) para R$ 954, neste ano.

Na sequência, estão os imóveis com dois quartos situados em Bertioga, Guarujá, São Vicente e Santos. O preço cobrado por dia saltou de R$ 368 para R$ 498,71 entre um ano e outro - diferença de 35,52% (veja tabela abaixo). Quem gosta das praias de São Sebastião e Ilhabela pode encontrar apartamentos de dois dormitórios por R$ 585 o aluguel diário, valor 13,59% maior que os R$ 515 pedidos pelos proprietários em 2011.

Os valores de locação no Litoral foram apurados na pesquisa feita pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) com 41 imobiliárias de 13 cidades.

Mesmo com valores mais salgados, o levantamento mostra que entre um apartamento do tipo quitinete e uma casa de quatro dormitórios, há opções para todos os bolsos e gostos. A variação de preços também é grande, começando em R$ 150 e chegando a até R$ 1.672,73 o aluguel diário de imóvel para passar os feriados prolongados. O menor valor é o que se pede por quitinete no Litoral Sul e, o maior, por uma casa de quatro quartos no Litoral Norte.

"Estamos a menos de um mês do início da alta temporada, das festas e do verão, o que torna o momento ideal para tratar da locação", aconselha o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. "As diárias ainda poderão aumentar, e muito, conforme crescer a demanda e se confirmar o desejo da maioria de termos um verão de muito calor e sem chuvas torrenciais", prevê.

O delegado regional do conselho, Alvarino Lemes, acrescenta que 60% da população do Grande ABC desce a serra para passar as festas de fim de ano nas praias paulistas. "Esse é um dos motivos pelos quais os preços estão mais altos em comparação com 2011. Há muita demanda, é a lei da oferta e da procura. Além disso, quando mais em cima da hora para fechar aluguel, mais caro ele fica."

QUEDA - Na contramão das variações positivas, os preços das diárias dos apartamentos de três quartos em Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe ou Praia Grande (Litoral Sul) apresentaram queda de 20% entre o ano passado e 2012 - passando de R$ 500 para R$ 400.

A redução nos valores também atingiu os apartamentos de dois dormitórios e as casas com três quartos nessas praias.

Cuidados básicos garantem boa estada

Quem planeja sair de casa com a família para passar Natal ou Réveillon em um imóvel alugado e não quer ter dores de cabeça precisa se atentar a alguns detalhes. O primeiro ponto a ser observado tanto por proprietários como por locatários, é recorrer a um corretor de confiança, orienta o diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Jaques Bushatsky.

Segundo ele, não custa lembrar que corretores e imobiliárias credenciados possuem número de registro no Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), que pode ser exigido pelas as partes antes da assinatura do contrato.

O ideal é visitar o local antes de alugá-lo, para saber qual é seu estado real e quantas pessoas acomoda. Bushatsky esclarece que, se a unidade estiver situada em condomínio, o ideal é "garantir no contrato a possibilidade de os inquilinos usarem as áreas comuns, porque alguns entendem que piscinas, quadras e churrasqueiras só podem ser usufruídas pelos condôminos, o que legalmente é errado, mas aborrece".

Se não der para fazer a visita, o interessado pode solicitar à imobiliária o envio de fotos internas e externas do imóvel. A internet também pode ser uma aliada.

Ainda de acordo com o diretor do Secovi-SP é comum, na locação para temporada, o proprietário solicitar ao inquilino um cheque-caução para servir de garantia dos bens (mobílias, eletrodomésticos, eletrônicos etc) que estão no imóvel. Esse cheque é devolvido ao locatário ao se observar, na vistoria de saída, que tanto o imóvel como seus equipamentos estão em ordem.

FORMA DE PAGAMENTO - Segundo o Creci-SP , as formas de pagamento do aluguel de temporada são livremente combinadas entre proprietário e inquilino. A prática usual é a de que 50% do valor total da locação sejam pagos no ato da contratação e os 50% restantes na data de entrega das chaves.

É de costume a aplicação de multa contratual no caso de desistência de uma das partes, e é recomendável que o pagamento seja feito por meio de depósito em conta corrente.

Por Tauana Marin - Diário do Grande ABC
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