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DATA DA PUBLICAÇÃO 17/07/2010 | Turismo
Aleppo é a segunda cidade mais famosa da Síria
Carpetes são premiados por colecionadores, e a culinária incorpora influências ancestrais de locais tão distantes como a China. A sutileza é a marca de Aleppo, uma rica região histórica, cujos moradores ostentam um orgulho discreto e uma cultura cosmopolita que sobreviveu à destruição mongol e ao declínio econômico.

A cidade, construída em volta de uma cidade medieval, se envolveu em décadas de escuridão motivadas por políticas ao estilo soviético, que minaram o comércio e sua reputação como a capital gastronômica do Oriente Médio. Famoso pela Rota de Seda, o lugar presenciou posteriormente um renascimento do comércio com a liberdade econômica e a abertura para Turquia, país vizinho que fica ao norte de Aleppo.

Aconchegantes hotéis e restaurantes foram inaugurados na cidade, construída sobre camadas de muitas outras ruínas antigas. Distritos medievais passaram por renovações com a ajuda do xá Aga Khan e outras organizações internacionais que trabalharam para salvar a cidade considerada Patrimônio Histórico da Unesco.

Oriente-se, abaixo, com um roteiro para que os turistas tirem o melhor de uma visita de 48 horas.

Sexta-feira

15h -
Para apreciar a aventura à frente, tome um drinque no terraço do bar-restaurante dentro do hotel Mirage Palace, o qual oferece visões da Cidadela de Aleppo, ao centro, e um quinto de estradas e construções destruídas da Aleppo antiga. Muitos deles ainda permanecem de pé, incluindo milhares de casas com pátios --um estilo que se espalhou até o Marrocos e a Espanha-- e cerca de 300 saunas, escolas, palácios, igrejas, mesquitas e ruas estreitas e becos de distritos antigos.

16h - Comece o passeio preferencialmente contratando um guia credenciado. Mover-se rápido é a chave, do contrário, um passeio tradicional pode consumir muito da sua estada em Aleppo.

Numerosos invasores, de bizantinos a otomanos, deixaram sua marca na arquitetura de edifícios, cujos traçados surgiram mais de dois mil anos atrás. Contemple os méritos artísticos do portão de ferro, a caligrafia forjada em pedras e o estilo militar na arquitetura.

No museu da cidade, os dois leões alados são réplicas originalmente esculpidas em basalto por Georges Ploix de Rotrou, um arqueologista francês dos anos 20 que ficou sem tempo e dinheiro para descobrir o templo Hittite. Ploix de Rotrou suspeitava de tesouros escondidos, mas não viveu o suficiente para ver um grupo de alemães revelar, 90 anos mais tarde, a glória do templo.

Um guia, entretanto, pode ser capaz de levá-lo tanto ao resto dos segredos da Cidadela de Aleppo quanto às cisternas de Ayyubid. Ain Dara, outro magnífico templo Hittite (uma civilização antiga), a 6 km ao norte de Aleppo, é de fácil acesso.

20h - Se a fome surgir, no restaurante Qasr al-Wali, dentro do distrito cristão de Jdeideh, saladas e folhas de uva recheadas estão entre as suas especialidades. Também é feito o kebab, uma mistura de cebola picada, carne de carneiro e pasta de chili seca, mas nem todas as 40 variedades de Aleppo constam no menu. Há ainda um kebab com cereja, cuja ideia de preparo surgiu de contatos com outras culturas quando Aleppo fazia comércio com a China.

Para hospedagem, tente o Al Mansouriya, um palácio do século 16 perto de um dos portais mais bem preservados da cidade, o Bab Qinnisreen. Suas suítes são caras, mas não há luxo maior. O hotel Baron (telefone 963-21-211-0880) compensa o luxo e exibe uma conta de Lawrence (da Arábia). Um drinque no bar do hotel Baron, onde os famosos do Oriente Médio costumam se reunir, é um extra.

Sábado

9h -
Um café quente pode ser necessário para o dia pesado que se tem pela frente, e a rede de doces Mahrousa vende um tradicional feito com água, açúcar, manteiga e semolina.

10h - Dê uma volta na Grande Mesquita. "Hali", a revista de arte islâmica e de tapetes britânicos, recentemente apontou as cerâmicas verdes e azuis do local como exemplos finos do estilo, que rivalizam com os produzidos no Irã e na Turquia, e incorporam influências de ambos. Por manter as características de Aleppo, elas são usadas de modo moderado. Exemplares importantes também sobreviveram na mesquita Al-Khosrowiya, construída por um arquiteto otomano.

11h - Perto da mesquita, há experientes vendedores de antiguidades como em Musafi al-Asal (telefone 963-21- 362-1137). Um tapete pode ser vendido por centenas de milhares de dólares, mas cheque os tapetes tribais originários de Ifrin, a região curda do norte de Aleppo, onde são feitos em diferentes estilos de acordo com a ocasião-- como de presente para recém-nascidos.Tapedes de casamento e outros que são pedidos por pessoas importantes são mais sofisticados.

13h - Não muito distante, está Maristan Arghun al-Kamili, um asilo que acorrentava os hóspedes em suas celas até cem anos atrás, de acordo com Ross Burns, autor do livro "Monumentos da Síria".

14h - Um kebab é o que você precisa e o Hagoub (telefone 963-21-211-1949), atrás do hotel Baron, serve um caprichado. O restaurante manteve o nome armênio, embora seja outro o proprietário, com funcionários curdos, refletindo as mudanças demográficas de Aleppo. Outra sugestão é Abu Nabhan, que assa ou frita fígados, chamados de "melak mutajan", a mesma frase que os alepanos usam para descrever uma pessoa arrogante.

15h - Aleppo é famosa pela produção de sabão, e várias famílias ainda o fabricam nos mesmos moldes de centenas de anos atrás, sem química. Os preços podem variar de US$ 2 a US$ 10 (R$ 3,5 a R$ 18) o quilo, de acordo com a pureza.

Se você estiver com fome, é tempo para outra especialidade de Aleppo. Experimente zaatar (mistura de ervas usada como tempero) em um pão com óleo de oliva. Qubrusi (963-21-333-6836), perto de Bab Qinnisreen, é um dos favoritos entre os moradores locais, mas peça para não colocar muito tempero.

20h - Hora do jantar. Zomorrod, no bairro de Jdeideh, possui um estilo arquitetônico distinto. Wannes, em Azizieh, tem um ar mais descontraído e mesas na calçada. Outra opção é o clube Aleppo, o qual tem música ao vivo e danças aos fins de semana que mantêm as tradições musicais da cidade.

Domingo

9h -
Que tal um banho matinal em uma das tradicionais casas de Aleppo? O serviço oferecido pelo Hamam al-Nahhasin, no estilo do século 12 e 13, recebe bons elogios. Tire um tempo para caminhar e olhar os prédios nos arredores, mas reserve tempo para o Museu Nacional de Aleppo.

12h - Um dia de excursão fora da cidade é rica em qualquer direção. As colunas de são Simeon, em direção ao norte, abriga uma grande basília cristã antes que as catedrais medievais da Europa fossem construídas. O santo bizantino, Simenon, sentado por décadas no alto de um pilar, e a própria igreja são lugares de peregrinação.

Dispersas entre as paisagens, estão as Cidades Mortas, as quais abrigaram populações durante os tempos helenísticos e os romanos, mas foram misteriosamente abandonadas. O mais impressionante, Serjilla, fica a 80 km ao sul de Aleppo. O rio Eufrates é também próximo, e o castelo árabe Najm tem uma vista magnífica para o rio.

Por Folha Online - Reuters Life!
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