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DATA DA PUBLICAÇÃO 11/03/2016 | Turismo
Ainda dá para estudar em outro país
Você já deve ter pensado em estudar no Exterior, mas pode ter desistido por conta da alta do dólar. Porém, no caso do intercâmbio, por exemplo, ainda vale a pena viajar para turbinar a carreira. O segredo é se planejar, guardar dinheiro e optar por um destino mais rentável. A CVC Turismo divulgou pesquisa contrariando o que todos imaginam: o intercâmbio tem atraído pessoas de todas as idades. Já que falar inglês fluentemente não é mais diferencial e sim necessidade.

Para arrumar as malas e ir para outro País, é preciso preparo e organização. O primeiro passo é determinar seus objetivos e, então, focar nas cidades mais econômicas onde é mais tranquilo arranjar um emprego, se precisar. A procura por destinos que substituem os Estados Unidos cresceu em 30%. Os nomes da vez são Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, África do Sul e Malta. Esses países tiveram crescimento da moeda menor do que o dólar norte-americano e figuram entre os favoritos.

O segundo passo é conciliar as férias do trabalho e da faculdade com a viagem – lembrando que trajetos em baixa temporada também saem mais em conta. Outra forma de economizar é se hospedar em casas de família. Assim o intercambista também pode interagir com a família falando a mesma língua do país do destino. E, claro, tente sempre viajar com a ajuda de algum programa de incentivo aos estudos. Leia abaixo algumas histórias de quem topou o intercâmbio como experiência.

AUSTRÁLIA

Ana Caroline Melo, 23 anos, é estudante de Engenharia de Gestão da UFABC (Universidade Federal do Grande ABC). A mauaense cursou por 15 meses a graduação no Exterior. “Durante esse tempo que estive fora do Brasil meus pais não precisaram me fornecer nenhum tipo de ajuda financeira. Aprendi a viver com o que tinha. É preciso usar recursos financeiros de forma consciente. Levo tudo o que aprendi por lá comigo”.

ESTADOS UNIDOS

A mauaense Bruna Barnezani, 21 anos, é estudante de Engenharia Ambiental e ficou um ano e dois meses na Arizona State University, além de participar de projeto de pesquisa sobre as bacias hidrográficas do Amazonas na Flórida. “Aprendi o que a maior potência do mundo [Estados Unidos] tem a dizer sobre iniciativas ambientais. Do curso não tive custos já que fui pela faculdade, mas juntei US$ 3 mil antes de ir”.

LITUÂNIA

Entre os destinos mais inusitados está o que Hélen de Freitas escolheu. A paulista de 21 anos, é estudante da PUC e se inscreveu para estudar um semestre no país. “Fui para a Vilnius University, que fica na capital da Lituânia. O meu intercâmbio me fez crescer profissionalmente e pessoalmente. Eu sempre fui uma pessoa que me considerava independente, mas só lá percebi o que é realmente estar sozinha. Vi a realidade daquele povo”.

CANADÁ

Vancouver e Toronto, no Canadá, foram a escolha da jornalista gaúcha Luiza Estima, 54 anos, que viajou em fevereiro durante 20 dias pelo programa Golden Age, da Canadá Intercâmbio, focado no público acima dos 40. “Não conhecia o País e queria um destino diferente de Estados Unidos e Europa. Desejava melhorar meu inglês, mas o programa era flexível e tive tempo de conhecer tudo. Agora planejo voltar lá no verão.”

Por Vanessa Ratti - Especial para o Diário
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