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DATA DA PUBLICAÇÃO 18/07/2016 | Política
Agência pede R$ 14 milhões ao Estado para viabilizar Polo Tecnológico
Agência pede R$ 14 milhões ao Estado para viabilizar Polo Tecnológico Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, em conjunto com a Agência de Desenvolvimento Econômico, irá protocolar junto ao governo do São Paulo, chefiado por Geraldo Alckmin (PSDB), moção de apoio para pedir a liberação do valor de R$ 14 milhões destinado a instalar unidade do parque tecnológico regional, com sede em Santo André. A quantia consta no Orçamento do Estado, porém não há estimativa sobre prazo, embora o equipamento já esteja credenciado no sistema paulista ligado ao setor de inovação. O documento será espécie de abaixo-assinado baseado na adesão de entidades de classe e da sociedade civil, além de universidades e de prefeituras.

Conforme a emenda número 1069 inserida no projeto orçamentário 1298/15 do exercício vigente, os recursos são provenientes de remanejamento de verba da administração geral para a Casa Civil, visando firmar o convênio com o Paço andreense na realização de obras de infraestrutura e reforma do antigo espaço da Rhodia Química, onde ficará instalada a maior parte da unidade regional, em área de 8.000 metros quadrados. Na justificativa do texto, elaborado pelo deputado estadual Luiz Turco (PT) e aprovado na Assembleia Legislativa no fim do ano passado – publicado no Diário Oficial do Estado –, o local necessita de intervenções para receber o empreendimento.

Secretário-executivo da agência, Giovanni Rocco Neto sustentou que a moção, em processo de execução, tem como estratégia criar apelo para a importância da unidade local, tensionando o Estado a promover o investimento na área. “O Grande ABC possui alta densidade demográfica (total de 2,7 milhões de habitantes), parque industrial forte, mas não conseguiu abrir ambiente de tecnologia. Portanto, a proposta é mostrar a relevância do projeto dentro da nossa região, que vai transbordar as fronteiras”, disse, ao pontuar que a iniciativa relata o DNA das sete cidades e busca sensibilizar os agentes envolvidos pelo aval autorizativo.

Com a ideia, a intenção é que questões políticas não se sobreponham ao interesse público. O documento, segundo o dirigente, entrará na Secretaria estadual da Casa Civil, comandada por Samuel Moreira (PSDB), na Pasta de Desenvolvimento Econômico, gerida pelo vice-governador Márcio França (PSB), e no gabinete do próprio governador tucano. Diante do contexto, as instituições pedirão ainda audiência com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes para entregar em mãos a solicitação. A implantação do equipamento em Santo André foi chancelada, em definitivo, no mês de janeiro.

Ao todo, serão quase 230 mil metros quadrados destinados ao parque tecnológico. Outros dois terrenos já estão incluídos no empreendimento: um na Avenida dos Estados, próximo à divisa com Mauá, e outro no bairro Campo Grande, na região de Paranapiacaba.

Governo alega que verba engloba outros espaços

O governo paulista descartou entrave em relação ao parque tecnológico do Grande ABC, mas afirmou que os recursos de R$ 14 milhões, estabelecidos no Orçamento de 2016, referem-se ao montante total do programa para este ano, englobando também outros equipamentos em processo de implantação no Estado. A alegação é que a quantia envolve 13 polos credenciados, recentemente, pela gestão Alckmin. Caso a divisão seja igualitária entre as unidades, a parcela local (R$ 1,07 milhão) dificultaria o andamento do projeto.

A moção deve ser encaminhada ao Palácio dos Bandeirantes em agosto. Autor da emenda parlamentar, Luiz Turco reforçou que o texto modificativo, e com aprovação da Assembleia, é específico a Santo André. “Esses R$ 14 milhões estão incorporados ao Orçamento, citando, inclusive a adequação do terreno. Agora o que vale é a articulação, que envolverá as instituições, associações comerciais, universidades públicas e particulares, prefeituras, sindicatos, colocando a importância em acelerar o processo”, frisou. “A própria publicação no Diário Oficial classifica a destinação específica”, pontuou Giovanni Rocco Neto, dirigente da agência regional.

O Estado sustentou ainda que não recebeu “pedido formal do investimento”. “Quem define as solicitações são as entidades gestoras, que precisam apresentar isso de forma oficial. Esse ponto é um dos pré-requisitos”, sinalizou.

Por Fábio Martins - Diário do Grande ABC
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