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DATA DA PUBLICAÇÃO 02/08/2007 | Turismo
Adrenalina sim, medo não
Cada vez mais, aumenta o número de turistas que aproveitam a viagem para praticar algum tipo de esporte radical. Enquanto os roteiros convencionais apresentam um crescimento de 7,5% ao ano, segundo dados da OMT (Organização Mundial do Turismo), os segmentos voltados ao turismo ecológico e de aventura têm registrado aumento médio anual de 20% nos últimos anos. Algumas medidas de segurança, no entanto, devem ser observadas pelo viajante antes de adquirir um pacote do gênero. Caso contrário, a diversão poderá se transformar em contratempos e até resultar em morte.

Semana passada, a menina holandesa Lauren Eenhoorn, 7 anos, morreu após ser arrastada por um cavalo na praia de Cumbuco, em Fortaleza. Com um dos pés preso ao estribo, a garota foi puxada por 500 m até que o animal fosse contido.

Foi um caso semelhante que levou a arquiteta Silvia Basile, 54 anos, a fundar a ONG Férias Vivas, que tem como objetivo minimizar a ocorrência de acidentes em atividades de aventura. Em 2001, Silvia viu sua filha, Victoria Basile Zacharias, na época com nove anos, morrer durante uma cavalgada. “O acidente da semana passada aconteceu um dia após a data em que Vivi faria 15 anos. A semelhança entre as duas mortes é assustadora. É grande a frustração pela dificuldade de mudar as condições dos serviços de turismo eqüestre no País”, diz Silvia, em referência aos empecilhos que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) tem enfrentado para regulamentar a prática do turismo de aventura no País. “Das 21 normas, apenas 11 já foram publicadas. Há interesses comerciais e pessoais que dificultam a implementação das normas.”

Segundo levantamentos da ONG, é comum ocorrer vítimas em caminhadas, no ciclismo e no turismo eqüestre. “Esses esportes têm uma demanda muito maior, e todo mundo acha que sabe fazer”, alerta Silvia. Outros esportes, como o vôo livre, assustam pelo grau de fatalidade que apresentam. No último dia 9, o andreense Márcio Goulart, 22 anos, sobreviveu a uma queda de 300 metros enquanto voava de parapente em Minas Gerais. Ele deverá ter alta do Hospital Mário Covas entre esta sexta e sábado.

Neste ano, a Férias Vivas registrou 124 acidentes. E eles não vêm de hoje. Entre 1993 e 2005, foram 219 vítimas em caminhadas (17 morreram), 204 em off-road (15 mortes), 19 no canionismo (11) e 12 no espeleoturismo, das quais duas faleceram. Para evitar que este números cresçam, a Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura) lançou, em parceria com o Sebrae e o Ministério do Turismo, o programa Aventura Segura, que prevê certificar 225 empresas do segmento, em 15 destinos turísticos, até o fim de 2008. “O turismo de aventura envolve riscos. Se tudo for feito da maneira correta, eles são mínimos”, diz o coordenador de qualificação da entidade, Álvaro Barros.

Dicas
Antes de fechar um pacote peça o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) da empresa e verifique se ela está cadastrada no site do Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br). Também é importante checar se o condutor é realmente capacitado.

Por Heloísa Cestari - Diário do Grande ABC
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