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DATA DA PUBLICAÇÃO 03/11/2016 | Cidade
Admir Jacomussi e Edílson devem coordenar equipes de transição de governo em Mauá
Admir Jacomussi e Edílson devem coordenar equipes de transição de governo em Mauá Foto: Montagem/DGABC
Foto: Montagem/DGABC
A transição entre governos em Mauá deve ser comandada pelo vereador reeleito Admir Jacomussi (PRP), indicado do prefeito eleito da cidade, Atila Jacomussi (PSB), e pelo secretário de Governo, Edílson de Paula (PT), pelo lado do chefe do Executivo, Donisete Braga (PT).

Ontem, Atila informou à administração petista que seu pai vai coordenar sua equipe, que tem outros dois nomes praticamente certos: os presidentes do PSB municipal, Israel Aleixo, e do PCdoB mauaense, João Gaspar. Os outros dois nomes pelo lado da futura gestão serão confirmados na segunda-feira, quando haverá o protocolo oficial do bloco de transição.

“Aguardo por uma transição tranquila. O diálogo com o irmão do prefeito (Zezinho Braga) foi muito produtivo, amistoso, no sentido de haver tranquilidade na troca de informações. Da minha parte, quero governar olhando para frente e não para o retrovisor. A eleição acabou e agora temos de trabalhar por Mauá. Acredito que a oposição quer o bem da cidade de Mauá”, declarou Atila.

A princípio a reunião de transição está marcada para a próxima quinta-feira e envolverá a situação de Pastas mais importantes do governo, como Finanças, Saúde, Educação, Assuntos Jurídicos e Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). Depois, técnicos serão designados por cada um dos lados para troca de dados específicos de cada setor.

Pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) aprovada no meio do ano pela Câmara de Mauá, a projeção é de arrecadação de R$ 1,16 bilhão, acréscimo de menos de 2% na relação com a atual previsão financeira – ou seja, o aumento não vai superar a inflação do período, que gira em torno de 10%.

Em entrevista exclusiva ao Diário na segunda-feira, Atila adiantou que suas primeiras ações são no sentido de cortar gastos e rever contratos firmados para ter margem dentro do Orçamento para implementar seu plano de governo.

“O plano de governo é viável, feito pela população de Mauá, discutido com técnicos da cidade e que cabe dentro do Orçamento que a cidade tem. Basta gerenciar bem as finanças da cidade, gerenciar os contratos. Temos grande problema na cidade que são os imóveis alugados (departamentos públicos que pagam aluguéis) e devemos reavaliar isso. Vamos rever os contratos, um a um. Temos de enxugar”, avisou Atila, em entrevista.

Por Raphael Rocha - Diário do Grande ABC
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