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DATA DA PUBLICAÇÃO 15/09/2017 | Setecidades
Ações conjuntas levam Santo André ao topo de ranking de limpeza urbana
Ações conjuntas levam Santo André ao topo de ranking de limpeza urbana Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
Expandida desde o início do ano com ações mais efetivas da administração em áreas vulneráveis do município e também com o engajamento mais ativo por parte da população, a nova política de Santo André voltada à destinação de resíduos sólidos mostra seus primeiros resultados positivos. Divulgado no fim do mês passado, o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana coloca Santo André como o município com melhor desempenho em serviços de limpeza da Região Metropolitana de São Paulo. No ranking estadual, a cidade ocupa a quarta colocação, sendo a 12ª em nível nacional.

O estudo, que busca traçar um panorama dos desafios enfrentados por municípios para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, mostra que Santo André tem conseguido desenvolver serviço de qualidade, equilibrando quatro fatores analisados pelo levantamento, como engajamento do município na limpeza urbana, sustentabilidade financeira, recuperação dos resíduos coletados, e impacto ambiental. Em uma escala de zero a 1, o município foi contemplado com nota 0,711. Outros quatro municípios da região aparecem no ranking: São Bernardo (0,696), Diadema (0,684), Mauá (0,670) e Rio Grande (0,677).

“Esse resultado mostra que estamos no caminho certo. A população voltou a acreditar no nosso trabalho e a partir desse engajamento podemos pensar em um processo onde o reaproveitamento do lixo possa trazer geração de renda e qualidade para a população”, destaca o prefeito Paulo Serra (PSDB).

Com investimento mensal entre R$ 400 mil e R$ 500 mil, a coleta de recicláveis, que foi ampliada de 10% para 12% neste ano, teve papel de destaque neste contexto da nova política adotada. “Nossa meta é ampliar esse número até 2020, atingindo 30% de reciclagem”, afirma o superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Ajan Marques de Oliveira.

Para que isso ocorra, cooperativas do município projetam ainda para este ano ampliar suas atividades para dois turnos. “Hoje temos 48 funcionários trabalhando das 8h às 17h. Nossa ideia é dobrar o número de contratados e abrir uma segunda operação”, relata José Batista de Lucena, 56 anos, um dos fundadores da Cooperativa Cidade Limpa.

Há quase 20 anos trabalhando com reciclagem, Dedé, como é popularmente conhecido, é um exemplo de que o reaproveitamento de materiais recicláveis como geração de renda é o caminho para uma cidade melhor. “Quando saí de Itabuna (Bahia) para morar em Santo André, no bairro Cidade São Jorge, em 1996, fiquei três dias com minha esposa me alimentando só de sal e água de chuva. E foi justamente no trabalho de reciclagem que consegui sair dessa situação. Hoje percebo que a reciclagem é algo bem maior. Tudo isso que fazemos não é para mim ou você, mas sim para nossos filhos e netos. Quero deixar um mundo melhor, gerar renda para essas famílias que precisam. Se todo mundo tiver essa consciência, com certeza nossos filhos viverão bem melhor.”

Prefeitura quer aumentar vida útil do aterro sanitário da cidade até 2022

Responsável por receber diariamente média de 650 toneladas de resíduos domésticos gerados na cidade, o Aterro Sanitário de Santo André tem sido contemplado com investimentos da Prefeitura para que sua vida útil se estenda até 2022.

“No momento o prazo é de mais três anos, porém o aterro passa por obras de ampliação, em local onde estavam as cooperativas, e a projeção é que nos próximos anos o município consiga ampliar esse prazo, até que a Prefeitura consiga encontrar um projeto de construção de usina que contemple nossas necessidades”, destaca o superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental e Santo André), Ajan Marques de Oliveira.

De acordo com o prefeito Paulo Serra, a ampliação do aterro trata-se de projeto macro que deve contemplar toda nova política adotada pela cidade. “Estamos abertos para todas as possibilidades, mas já existe um contato com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para que o aterro seja ampliado dentro do espaço existente.”

Localizado no bairro Cidade São Jorge, onde funciona o complexo de tratamento e destinação final de resíduos, o aterro recebeu nota 9,6 da Cetesb referente à qualidade de sua operação, segundo o último Inventário de Resíduos divulgado pelo órgão.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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