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DATA DA PUBLICAÇÃO 23/03/2011 | Setecidades
ABCD perde quase um terço da água tratada
Por ano, quase um terço da água tratada não chega às torneiras do ABCD devido a vazamentos na distribuição, ligações clandestinas e falhas nos medidores. O número que soma as perdas reais (vazamentos) e as aparentes (fraudes nos hidrômetros) resulta em torneiras secas e falta do líquido em locais mais altos. As autarquias possuem projetos para diminuir esse desperdício. A meta para 2011, em quatro cidades da Região, é reduzir 6,5 milhões de m³ das perdas de água tratada.

Em Diadema, a Saned (Companhia de Saneamento de Diadema) registrou, em 2010, perda de mais de 15,4 milhões de m³ de água, o que equivale a 28% de todo o volume trabalhado pela empresa. No mesmo período, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) perdeu 13 milhões de m³, o que representa 26,9% do total. São Bernardo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que são abastecidas pela Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo), perderam 31,4%. Apenas a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) não revelou os dados.

Enquanto metros cúbicos de água são jogados pelos ralos da Região, moradores enfrentam dificuldades no abastecimento. Na alameda das Oliveiras, no Bairro Jerusalém, em São Bernardo, os consumidores pagam caro pela água que muitas vezes não recebem. “Em fevereiro, ficamos uma semana inteira sem água. Para não prejudicar o meu estabelecimento peguei água no poço de um amigo”, afirmou o comerciante José João da Silva. Com a falta de água constante, a dona de casa Egleia Lopes Almeida aprendeu a economizar. “Muitas vezes, suspendo a lavagem da roupa para ter água na cozinha e banheiro”, revelou.

Morro do Kibon - No morro do Kibon, em Santo André, a situação é inversa. Existem moradores que não pagam pela água que consumem. “Muitas casas não possuem cavaletes. Para não ficar sem água, as famílias dividem um único registro”, explicou Tânia Maria dos Reis Souza, voluntária de um centro espírita. A dona de casa Ariane Fernandes e Silva precisa buscar água na casa da vizinha, diariamente, para dar de beber aos três filhos pequenos. “Pego cerca de seis baldes por dia, fora as garrafas de água. Já fiquei com dores nas costas por carregar tanto peso”, desabafou.

A doméstica Maria de Fátima de Sousa divide o pequeno espaço do barraco com as garrafas, panelas e baldes com água. “Uma vez, ficamos dez dias seguidos sem água. Faltou água até mesmo para beber”, relatou. Os moradores têm consciência de que o problema ocorre pela urbanização desordenada. No terreno onde a comunidade está instalada havia nascentes. “As minas de água foram transformadas em esgoto, estão contaminadas e exalando mau cheiro. É uma pena”, comentou Tânia.

Projetos - Cursos, palestras, obras, troca de hidrômetros e fiscalização das fraudes são as principais ações que as autarquias realizam para diminuir o volume de água desperdiçado. Um exemplo é o investimento de R$ 100 mil da Saned em operações de caça-vazamentos subterrâneos que rastreou 250 km de redes e contribuiu na redução de 3 milhões de m³ de água no município entre 2009 e 2010. No caso da Sabesp, entre os anos de 2006 e 2010, a queda das perdas no ABCD foi de 5%, o que significou economia de 52,5 bilhões de litros de água por ano, o suficiente para abastecer 520 mil habitantes durante este período.

Até 2019, a meta da Sabesp é abaixar o índice de 31% para 13%. O valor significa uma redução de 356 bilhões de litros de água (total acumulado no período), que corresponderia a um ganho de R$ 907 milhões ao se economizar uma média de 3,5 milhões de m³ de água por ano. Já a Saned, se prosseguir com a queda registrada em 2010, conseguirá reduzir anualmente cerca de 3 mil m³.

Para atingir essas metas, a Saned precisa finalizar a construção de duas adutoras e do novo reservatório de água do município. Como Diadema possui poucas áreas planas, cerca de 75% da distribuição é feita por bombeamento, que acarreta muita pressão na rede e, consequentemente, a elevada incidência de vazamentos.

O Semasa aposta no programa Caça-Fraudes para conseguir diminuir os desperdícios em Santo André. Com investimento de R$ 3,7 milhões do governo federal, o projeto vai realizar 36 mil vistorias em residências com suspeita de irregularidades. Em pouco mais de sete meses de trabalho a autarquia vistoriou 7.269 hidrômetros e regularizou mais de 270 unidades. Mauá também deverá ganhar uma equipe de caça-fraudes do Sama, além da implantação de registros setorizados para agilizar os concertos dos vazamentos.

Por Claudia Mayara - ABCD Maior
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