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Clínico geral faz papel de geriatra na saúde pública do ABCD
DATA DA PUBLICAÇÃO 10/07/2013 | Saúde e Ciência
ABCD enfrenta dificuldades para manter pediatras na rede pública
ABCD enfrenta dificuldades para manter pediatras na rede pública Renata Rodrigues Aniceto, da Sociedade Brasileira de Pediatria, reclama de estímulo para formação de pediatras. Foto: Edimilson Magalhães
Renata Rodrigues Aniceto, da Sociedade Brasileira de Pediatria, reclama de estímulo para formação de pediatras. Foto: Edimilson Magalhães
Três cidades superam média recomendada pela OMS, mas rotatividade leva à falta de profissionais

O ABCD tem 624 pediatras nos sistemas municipais de saúde, média superior à recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), mas enfrenta o dilema da alta rotatividade de profissionais, o que leva à falta de especialistas onde são mais requisitados: a saúde pública.

O alerta é feito pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. Ao lado de São Caetano e Diadema, o município está acima do estipulado pela OMS, que indica 20 pediatras por 100 mil habitantes. Na Região há 25 pediatras por 100 mil habitantes.

Na rede municipal de São Bernardo existem 260 pediatras nas unidades de saúde. De acordo com Marinho, o problema é manter os profissionais. “Se contratamos cinco novos médicos, três saem do sistema”, destacou.

Com a ampliação da rede de saúde pública, São Bernardo encontra dificuldade para admitir novos médicos. “Se alguém conhecer um pediatra que queira trabalhar na rede pública, pode indicar que contratarei. Não há o mínimo receio de que não haverá vaga”, afirmou o prefeito.

Plantões
Para Marinho, o grande problema está nos atendimentos dos plantões. “Estamos preparando o médico generalista para atender desde a mulher ao idoso, pagando mais. Ele faz o atendimento supervisionado pelo pediatra, pois a quantidade de profissionais ainda é insuficiente nos plantões.” O prefeito lembrou que é possível observar que o processo de formação de novos pediatras cai a cada ano.

Se o quadro é ruim em São Bernardo, pode se tornar pior em outras três cidades da Região – Santo André, Mauá e Ribeirão Pires –, que não atingem o coeficiente indicado pela OMS. Em Mauá, há ainda 35 médicos que atuam no programa Saúde da Família, que atendem pediatria, clínica geral e ginecologia.

Profissionais preferem ter consultórios
Para o especialista em saúde pública Nelson Nisenbaum, alguns fatores fazem com que os profissionais prefiram ter consultórios próprios ou atuar na rede particular. “O volume de trabalho de um plantonista de pediatria é muito grande. A relação entre ser um clínico geral de crianças, volume e condições de trabalho, hoje está desequilibrada”, afirmou.

Para tentar diminuir a dificuldade que os municípios da Região têm na contratação de médicos, o Consórcio Intermunicipal (órgão que reúne os prefeitos do ABCD) desenvolve estudo sobre as condições de trabalho dos profissionais. “Porém, não é somente com equilíbro dos salários que iremos resolver essa questão. Temos dificuldade de concorrer com a Capital, que é maior que os sete municípios juntos”, destacou Arthur Chioro, coordenador do Grupo de Trabalho de Saúde do Consórcio.

Chioro lembrou ainda que a medicina vive um momento de emprego pleno, com mais vagas do que profissionais disponíveis no mercado. “Quem não quer colocar o dedo na ferida, soma todos os médicos, faz uma média e afirma que a Região tem médicos suficientes. Porém, são profissionais que fazem cirurgia plástica, diagnóstico por imagem e não irão atender em uma UPA ou na periferia dentro da estratégia de saúde da família”, ressaltou.

Para entidade, quadro começa a ser revertido no País
A presidente da regional do ABCD da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renata Rodrigues Aniceto, destacou que nos últimos anos houve um aumento considerável de profissionais. A maior concentração é verificada no Estado de São Paulo. “O quadro está começando a ser revertido”, afirmou.

Renata destacou que faltam políticas que incentivem que novos pediatras entrem no mercado e atuem nas redes públicas e privadas. “O problema pode estar na remuneração. Hoje um pediatra que atende em convênio recebe, em média, R$ 50 por consulta, enquanto o ideal seria R$ 120. Também há pouco investimento em infraestrutura de trabalho, muitas vezes o hospital não investe em leitos de UTI pediátrico, pois a demanda maior é para adultos”, disse.

Dedicação
A pediatra lembra ainda que a profissão requer dedicação 24 horas por dia, com ligações no meio da madrugada. “Quando um pai tem confiança no médico, caso a criança tenha algum problema, vai ligar a qualquer hora do dia ou da noite procurando por um diagnóstico. O telefone tem que estar sempre ligado. É preciso gostar muito do que faz”, destacou.

Por Vladimir Ribeiro - ABCD Maior
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