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DATA DA PUBLICAÇÃO 18/04/2016 | Setecidades
Abandono de veículos gera transtornos no Grande ABC
Abandono de veículos gera transtornos no Grande ABC Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
O grande número de carros abandonados nas ruas preocupa moradores do Grande ABC. Além de ocuparem espaço, os veículos são potenciais criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e do zika vírus. Alguns ainda atraem usuários de drogas, que assustam as pessoas que moram ou transitam nas proximidades.

Automóveis cobertos de poeira e ferrugem. Este é o cenário do antigo terreno no qual funcionava posto de gasolina na Rua Joaquim Nabuco, no Centro de São Bernardo. Ali, apesar de uma oficina mecânica estar em atividade, muitos carros apresentam estado de abandono. Um dos funcionários do local, porém, afirmou que todos os veículos que estão estacionados ali passam por restauração.

A informação, no entanto, foi contestada por vizinhos, que afirmam que há carros parados ali há mais de três anos. Com tanto tempo de abandono, os veículos se tornam atrativos para dependentes químicos, que com frequência são vistos no local, além de criadouros do vetor da dengue. “Aqui há sempre muitos mosquitos e, de noite, muitas baratas. Já pedimos auxílio para a Prefeitura, mas até hoje não tivemos resposta”, disse um morador, que não se identificou.

Também em São Bernardo, próximo ao acesso ao Viaduto Mário Covas (antigo Teresa Delta), caminhão abandonado tornou-se montanha de ferrugem. O terreno no qual o veículo foi largado ainda está com mato alto.

A Prefeitura de São Bernardo foi procurada, porém, não retornou aos questionamentos do Diário sobre a procedência dos automóveis deixados no posto da Rua Joaquim Nabuco nem sobre as medidas adotadas para evitar o abandono de veículos no município.

Em Santo André, na Rua Ilhabela, na Vila Aquilino, um Escort estacionado há pelo menos seis meses atrapalha a vida de empresas locais. A situação é tão crítica que vegetação começou a brotar do pneu do veículo. O ajudante geral Vagner Rocha Pereira, 26 anos, detalha que, além dos transtornos diários, o carro ameaça sua saúde. “Temos clientes que precisam parar os caminhões longe daqui por causa dele (carro). E do jeito que está, não duvido que tenha focos de dengue. Infelizmente, não conhecemos o dono para reclamar.”

Na Rua Lauro Muller, no bairro Sacadura Cabral, um Fusca largado na altura do número 1.226 está coberto de ferrugem e umidade e tornou-se suporte para pilha de sucatas e entulho. Na Rua Zambese, na Vila Luzita, outro Fusquinha está parado há pelo menos dois anos. O veículo já teve o para-brisas pichado e a lataria está seriamente comprometida pela corrosão.

Em 2015, a Prefeitura de Santo André apreendeu 138 veículos deixados pelas ruas. Caso seja constatado o estado de abandono do automóvel, a administração encaminha notificação para o proprietário, que tem cinco dias úteis para removê-lo. Caso não haja o recolhimento, o veículo é apreendido e levado ao pátio municipal.

Atualmente, existem 35 carros abandonados em São Caetano. A fiscalização é feita pela Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana), que realiza o trabalho de maneira espontânea ou por meio de denúncias feitas pela população. Caso os donos não acatem as orientações de retirada, o veículo é guinchado para o pátio e seu resgate só será feito com o pagamento da taxa de serviço (R$ 294 para carros e R$ 168,50 para motos) e das diárias (R$ 53,64 para carros e R$ 26,50 para motos). No ano passado, foram recolhidos 180 carros pela cidade.

Já em Mauá pelo menos 156 veículos estão abandonados. Se após 15 dias da notificação do órgão responsável o carro não for removido, será levado para o depósito da administração pública municipal. Na falta do pagamento, após 90 dias o veículo será submetido a leilão para alienação e a receita será destinada aos cofres públicos.

Em Rio Grande da Serra, a equipe do Diário observou diversos veículos abandonados pelas ruas da Vila Niwa. No entanto, a Prefeitura não informou quais medidas são tomadas sobre o tema.

Diadema e Ribeirão Pires também não forneceram dados sobre o assunto.

Preocupação com dengue aumenta a fiscalização

Uma das maiores preocupações da região tem sido o combate ao mosquito causador da dengue. Com tantos carros abandonados, as prefeituras ampliaram a fiscalização em busca de possíveis focos do Aedes aegypti.

Em São Caetano, a Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana) aciona o Civisa (Centro Integrado de Vigilância e Saúde) no caso de algum carro abandonado ser potencial criadouro.

Já a Secretaria de Saúde de Santo André, quando identifica possíveis situações de risco geradas por veículos em estado de abandono, notifica os proprietários. Quando não se obtém retorno, a Gerência de Controle de Zoonoses avisa o departamento de Trânsito para recolhimento.

Por Nelson Donato - Especial para o Diário
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