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DATA DA PUBLICAÇÃO 30/12/2013 | Geral
Abandono de animais cresce em época de férias
Abandono de animais cresce em época de férias Muitas gente confunde animal com brinquedo que pode ser largado. Foto de Andris Bovo
Muitas gente confunde animal com brinquedo que pode ser largado. Foto de Andris Bovo
Casos aumentam cerca de 70% em dezembro e janeiro; ato é considerado crime ambiental

A aquisição irresponsável de animais de estimação é claramente percebida nos meses de férias. É nesta época que acontece um aumento significativo no abandono daqueles que são considerados por muitos como membros da família. Balanço da Aspapet (Associação Paulista de Pet Shops) mostra que os casos crescem cerca de 70% nesta época do ano. No ABCD, isso significa 16 mil cães e gatos desabrigados em meses como dezembro e janeiro.

Na maioria dos episódios, o dono programa a viagem de férias e, sem ter com quem deixar o bichinho de estimação, prefere abandoná-lo à própria sorte, mesmo com a opções de hotéis para animais (é possível encontrar diária a partir de R$ 35 para gatos e R$ 70 para cachorro). Sílvia Valente é presidente da Aspapet e conta que em apenas uma semana foram deixados oito filhotes de gato na porta de seu pet shop. Outra cliente, que havia comprado um poodle há cerca de seis meses, foi até a loja para devolvê-lo.

“Ela comprou o cachorro comigo, pagou caro e agora como vai viajar para fora deixou na loja para adoção. Ela ficou seis meses com o animal e mesmo assim ainda me disse que é mais barato comprar outro quando voltar”, contou Sílvia.

Outra prática comum nesta época do ano é se passar por cliente. Dessa forma, muitos levam cães e gatos para tomar banho no pet shop, deixam endereços e telefones errados e nunca mais voltam para buscá-los.

CRIME
O abandono de animais é considerado crime ambiental, que prevê multa e detenção, mas para presidente da Aspapet a legislação não é suficiente. “A lei não funciona, com as redes sociais esse tipo de notícia até se espalha, mas ninguém vai para a cadeia.”

Na tentativa de conscientizar a população sobre a posse responsável, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Bernardo tem promovido campanha contra a prática. Outdoors foram colocados em regiões com maior índice de abandono, como os bairros Taboão, Alvarenga e Riacho Grande. Médico veterinário e chefe da seção de controle de zoonoses de São Bernardo, Blonis Ariel Rossi, espera que a campanha possa sensibilizar a população.

“As pessoas são muito consumistas. Precisam ter consciência de que um animal não é um brinquedo que quando não se quer mais deixa jogado. Tem que saber que é um ser que precisa de companhia, de carinho, que vai representar gasto com comida, veterinário. Precisa de trabalho e dedicação, mas o animal devolve isso. Se a pessoa espera ter uma amigo, ela terá um amigo nobre, mas que tem suas exigências”, afirmou Rossi.

Por Rosangela Dias - ABCD Maior
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