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DATA DA PUBLICAÇÃO 05/07/2008 | Turismo
A outra Santo André
A semelhança limita-se ao nome. Santo André, na Bahia, não lembra em nada o agito do centro econômico do Grande ABC. Por lá, não há trânsito, poluição, insegurança nem busca incessante por empregos. O ritmo é lento, o visual, relaxante, e a receptividade vale de incentivo para quem deseja passar dias em contato com a natureza, sob o clima quente da Costa do Descobrimento.

A viagem, feita pelo Rio João de Tiba, já vale o passeio. A chalana (ou balsa para quem estiver de carro) sai do distrito Santa Cruz Cabrália, marco da chegada de Pedro Álvares Cabral e vizinho da agitada Porto Seguro. A proximidade com a terra do axé, porém, só está no mapa. Pelas águas calmas do rio, o barulho dos pássaros e o visual do mar, lá longe, fazem o turista esquecer que está na Bahia.

A lembrança é feita pelos moradores que, de sorriso no rosto, recebem com alegria quem chega de fora. São cerca de 800 na Vila de Santo André.

A economia local está toda baseada na atividade turística. Entre os mangues e praias da vila, há até um resort, com amplos apartamentos de frente para o mar que oferecem ponto para internet e TV a cabo para aqueles que, mesmo distantes, não conseguem se desligar por completo da loucura do dia-a-dia.

A vila faz parte da APA (Área de Proteção Ambiental) de Santo Antônio, criada em 1994 para disciplinar construções e determinar espaços em 230 quilômetros quadrados. O trecho se estende do mar, na altura da desembocadura do Rio João de Tiba, até a foz do Rio Jequitinhonha.

Por enquanto, a APA cumpre seu papel. A área continua preservada, contendo importantes ecossistemas litorâneos, inclusive remanescentes de Mata Atlântica, várzeas, restingas costeiras, falésias e recifes de coral em estado semi-virgem.

O paraíso mais acessado (até por artistas globais como Alessandra Negrini e Wagner Moura, segundo os moradores ) é a Praia de Santo André, considerada uma das mais exóticas do Brasil. Suas águas são doces na vazante da maré e salgadas na enchente do rio. A areia é clara e o mar mais parece uma piscina, clara, quente e sem ondas.

A culinária é outra atração imperdível. A presença cada vez maior de estrangeiros modificou o sabor da vila, de pescadores rústicos e receitas de dar água na boca. Ingredientes não faltam: caranguejo, camarão, siri ou lagosta. A escolha é do freguês, que pode fazer o pedido à beira da praia.

Para quem é religioso ou apenas está atrás de um casamento, a vila vizinha, de Santo Antônio, pode fazer milagres. Com visual igualmente encantador, oferece um bônus. Por lá, o santo casamenteiro tem 14,5 metros de altura e recebe devotos de todos os cantos do País, que dividem-se entre a capela dos desejos e a Praia das Bobocas, rodeada de coqueirais. Opções genuinamente santas e encantadoras.

A jornalista viajou a convite da Tropical Hotels & Resorts Brasil e da Gol Linhas Aéreas.



Por Adriana Ferraz - Diário do Grande ABC / Enviada à Costa do Descobrimento
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